Trecho do livro “Obras Póstumas”

Veja um trecho do livro “Obras Póstumas” de Allan Kardec:
.

.
Missão de Allan Kardec – “A missão dos reformadores está cheia de escolhos e de perigos e a tua é rude, disso te previno, porque é o mundo inteiro que se trata de agitar e de transformar.” – Espírito Verdade (Obras Póstumas)
.
“Escrevo esta nota no dia 1º de janeiro de 1867, dez anos e meio depois que esta comunicação me foi dada, e verifico que ela se realizou em todos os pontos, porque experimentei todas as vicissitudes que nela me foram anunciadas. Tenho sido alvo do ódio de implacáveis inimigos, da injúria, da calúnia, da inveja e do ciúme; têm sido publicados contra mim infames libelos; as minhas melhores instruções têm sido desnaturadas; tenho sido traído por aqueles em quem depositara confiança, e pago com a ingratidão por aqueles a quem tinha prestado serviços. A Sociedade de Paris tem sido um contínuo foco de intrigas, urdidas por aqueles que se diziam a meu favor, e que, mostrando-se amáveis em minha presença, me detratavam na ausência.
Disseram que aqueles que adotavam o meu partido eram assalariados por mim com o dinheiro que eu arrecadava do Espiritismo. Não mais tenho conhecido o repouso; mais de uma vez, sucumbi; sob o excesso do trabalho, tem-se-me alterado a saúde e comprometido a vida.
“Entretanto, graças à proteção e à assistência dos bons Espíritos, que sem cessar me têm dado provas manifestas de sua solicitude, sou feliz em reconhecer que não tenho experimentado um único instante de desfalecimento nem de desânimo, e que tenho constantemente prosseguido na minha tarefa com o mesmo ardor, sem me preocupar com a malevolência de que era alvo. Segundo a comunicação do Espírito Verdade, eu devia contar com tudo isso, e tudo se verificou.”
.
Allan Kardec

 

Escreva um comentário

 
 


 

A condessa Paula

Interessante texto, extraído do livro “O Céu e o Inferno” de Allan Kardec,  de muita utilidade para nossas reflexões diárias.

.

.

.

A condessa Paula

.

Bela, jovem, rica e de estirpe ilustre, esta era também perfeito modelo de qualidades intelectuais e morais. Faleceu com 36 anos de idade, em 1851. Seu necrológio é daqueles que podem resumir-se nestas palavras por mil bocas repetidas: – “Por que tão cedo retira Deus tais pessoas da Terra?” Felizes os que assim fazem abençoada a sua memória. Ela era boa, meiga e indulgente, sempre pronta a desculpar ou atenuar o mal, em lugar de aumentá-lo. Jamais a maledicência lhe conspurcara os lábios. Sem arrogância nem austeridade, era, ao contrário, com benevolência e delicada familiaridade que tratava os fâmulos, despercebida, ao demais, de quaisquer aparências de superioridade ou de humilhante proteção.

.

Compreendendo que pessoas que vivem do trabalho não são rendeiros e que, conseguintemente, têm precisão do que se lhes deve, já pela sua condição, já para se manterem, jamais reteve o pagamento de um salário. A simples ideia de que alguém pudesse experimentar uma privação, por sua causa, ser-lhe-ia um remorso de consciência. Ela não pertencia ao número dos que sempre encontram dinheiro para satisfazer os seus caprichos, sem pagarem as próprias dívidas; não podia compreender que houvesse prazer para o rico em ter dívidas, e humilhada se julgaria se lhe dissessem que os seus fornecedores eram constrangidos a fazer-lhe adiantamentos. Também por ocasião da sua morte só houve pesares, nem uma reclamação.

.

A sua beneficência era inesgotável, mas não essa beneficência ostentosa à luz meridiana; e assim exercia a caridade de coração, que não por amor de vanglórias. Só Deus sabe as lágrimas que ela enxugou, os desesperos que acalmou, pois tais virtudes só tinham por testemunhas os infelizes que assistia. Ela timbrava, além disso, em descobrir os mais pungentes infortúnios, os secretos, socorrendo-os com aquela delicadeza que eleva o moral em vez de o rebaixar.

.

Da sua estirpe e das altas funções do marido decorriam-lhe onerosos encargos domésticos, aos quais não podia eximir-se; satisfazendo plenamente às exigências de sua posição, sem avareza, ela o fazia, contudo, com tal método, evitando desperdícios e superfluidades, que metade lhe bastava do que a outrem fora preciso para tanto.

.

E desse modo se permitia facultar da sua fortuna maior quinhão aos necessitados. Destinando a renda de uma parte dessa fortuna exclusivamente a tal fim, considerava-a sagrada e como de menos a despender no serviço da sua casa. E assim encontrara meios de conciliar os seus deveres para com a sociedade e para com os infortúnios . Um dos seus parentes, iniciado no Espiritismo, evocou-a doze anos depois de falecida, e obteve, em resposta a diversas perguntas, a seguinte comunicação :

.

Pode dizer-se que essa senhora era a encarnação viva da mulher caridosa, ideada em O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. XIII.

.

Desta comunicação, cujo original é em alemão, extraímos os tópicos que interessam ao assunto de que nos ocupamos, suprimindo os de natureza exclusivamente familiar.

.

“Tendes razão, amigo, em pensar que sou feliz. Assim é, efetivamente, e mais ainda do que a linguagem pode exprimir, conquanto longe do seu último grau. Mas eu estive na Terra entre os felizes, pois não me lembro de haver aí experimentado um só desgosto real. Juventude, homenagens, saúde, fortuna, tudo o que entre vós outros constitui felicidade eu possuía!

.

O que é, no entanto, essa felicidade comparada à que desfruto aqui? Esplêndidas festas terrenas em que se ostentam os mais ricos paramentos, o que são elas comparadas a estas assembléias de Espíritos resplendentes de brilho que as vossas vistas não suportariam, brilho que é o apanágio da sua pureza? Os vossos palácios de dourados salões, que são eles comparados a estas moradas aéreas, vastas regiões do Espaço matizadas de cores que obumbrariam o arco-íris? Os vossos passeios, a contados passos nos parques, a que se reduzem, comparados aos percursos da imensidade, mais céleres que o raio?

.

“Horizontes nebulosos e limitados, que são, comparados ao espetáculo de mundos a moverem-se no Universo infinito ao influxo do Altíssimo? E como são monótonos os vossos concertos mais harmoniosos em relação à suave melodia que faz vibrar os fluidos do éter e todas as fibras d’alma! E como são tristes e insípidas as vossas maiores alegrias comparadas à sensação inefável de felicidade que nos satura todo o ser como um eflúvio benéfico, sem mescla de inquietação, de apreensão, de sofrimento?! Aqui, tudo ressumbra amor, confiança, sinceridade: por toda parte corações amantes, amigos por toda parte!

.

“Nem invejosos, nem ciumentos! É este o mundo em que me encontro, meu amigo, e ao qual chegareis infalivelmente, se seguirdes o reto caminho da vida.

.

“A felicidade uniforme fatigaria, no entanto, e assim não acrediteis que a nossa seja extreme de peripécias: nem concerto perene, nem festa interminável, nem beatifica contemplação por toda a eternidade, porém o movimento, a atividade, a vida.

.

“As ocupações, posto que isentas de fadiga, revestem-se de perspectivas e emoções variáveis e incessantes, pelos mil incidentes que se lhes filiam. Tem cada qual sua missão a cumprir, seus protegidos a velar, amigos terrenos a visitar, mecanismos na Natureza a dirigir, almas sofredoras a consolar; e é o vaivém, não de uma rua a outra, porém, de um a outro mundo; reunindo-nos, separando-nos para novamente nos juntarmos; e, reunidos em certo ponto, comunicamo-nos o trabalho realizado, felicitando-nos pelos êxitos obtidos; ajustamo-nos, mutuamente nos assistimos nos casos difíceis. Finalmente, asseguro-vos que ninguém tem tempo para enfadar-se, por um segundo que seja.

.

Presentemente, a Terra é o magno assunto das nossas cogitações. Que movimento entre os Espíritos!

.

Que numerosas falanges aí afluem, a fim de lhe auxiliarem o progresso e a evolução! Dir-se-ia uma nuvem de trabalhadores a destrinçarem uma floresta, sob as ordens de chefes experimentados; abatem uns os troncos seculares, arrancam-lhes as raízes profundas, desbastam outros o terreno; amanham estes a terra, semeando; edificam aqueles a nova cidade sobre as ruínas carunchosas de um velho mundo. Neste comenos reúnem-se os chefes em conferência e transmitem suas ordens por mensageiros, em todas as direções.

.

A Terra deve regenerar-se, em dado tempo – pois importa que os desígnios da Providência se realizem, e, assim, tem cada qual o seu papel. Não me julgueis simples expectadora desta grande empresa, o que me envergonharia, uma vez que todos nela trabalham. importante missão me é afeta, e grandemente me esforço por cumpri-la, o melhor possível. Não foi sem luta que alcancei a posição que ora ocupo na vida espiritual; e ficai certo de que a minha última existência, por mais meritória que porventura vos pareça, não era por si só e a tanto suficiente.

.

Em várias existências passei por provas de trabalho e miséria que voluntariamente havia escolhido para fortalecer e depurar o meu Espírito; dessas provas tive a dita de triunfar, vindo a faltar no entanto, uma porventura de todas a mais perigosa: a da fortuna e bem-estar materiais, um bem-estar sem sombras de desgosto. Nessa consistia o perigo. E antes de o tentar, eu quis sentir-me assaz forte para não sucumbir. Deus, tendo em vista as minhas boas intenções, concedeu-me a graça do seu auxilio. Muitos Espíritos há que, seduzidos por aparências, pressurosos escolhem essa prova, mas, fracos para afrontar-lhe os perigos, deixam que as seduções do mundo triunfem da sua inexperiência.

.

“Trabalhadores! estou nas vossas fileiras: eu, a dama nobre, ganhei como vós o pão com o suor do meu rosto; saturei-me de privações, sofri reveses e foi isso que me retemperou as forças da alma; do contrário eu teria falido na última prova, o que me teria deixado para trás, na minha carreira.

.

“Como eu, também vós tereis a vossa prova da riqueza, mas não vos apresseis em pedi-la muito cedo. E vós outros, ricos, tende sempre em mente que a verdadeira fortuna, a fortuna imorredoura, não existe na Terra; procurai antes saber o preço pelo qual podeis alcançar os benefícios do Todo-Poderoso.

.

Paula, na Terra Condessa de ***.”

 

Escreva um comentário

 
 


 

Convite – Maria Dolores / Chico Xavier

Veja a mensagem intitulada “Convite” do Espírito Maria Dolores:

.

.

Se te vês nesta noite,
De alma desencantada e dolorida,
Concentrando a atenção na angústia que te invade,
Medita coração nos outros companheiros que se vão
Nos caminhos da vida,
Sob as pressões da prova e da necessidade.
.
Regresso agora de estirado giro,
Para buscar-te aqui, em teu doce retiro,
A calma da oração,
Entretanto, alma irmã, se me permites,
Comentarei as dores sem limites,
Da multidão agoniada
Que encontrei na jornada.
.
Com certeza já viste
As trevas e aflições de tanto quadro triste,
Mas peço ainda o teu consentimento
A fim de relembrar-te
O vasto espinheiral do sofrimento
que nos roga socorro a toda parte.
.
Deixa enfim que eu te diga,
Alma fraterna e amiga,
Quanta amargura vi por onde andei…
Vi mães em catres de doença e luta,
Lançando petições que a Terra não escuta,
Pedindo, em vão, a xícara de leite
Para o filhinho semimorto
Agonizando à míngua de conforto…
Vi outras nas calçadas,
Carregando no colo os anjos de ninguém,
Pobres irmãs abandonadas
Aspirando a escalar as alturas do bem.
Acompanhei velhinhos,
Outrora moços de bonito porte,
Tão fatigados, tão sozinhos
Que pediam a Deus a compaixão da morte.
.
Achei muitos irmãos enfermos e cansados
Em desespero imanifesto,
Sem pensar nas terríveis conseqüências
Que nascem desse gesto.
Vi crianças, ao léu, com febre e sono,
Relegadas à noite em penoso abandono…
Visitei tanto lar vazio de esperança,
Tantas mansões em lágrimas ocultas,
E tanta dor nas choças das favelas,
Que, de fato, não sei explicar, a contento,
Onde há mais solidão e onde há mais sofrimento
Se nas casas mais ricas e mais altas,
Ou nas outras mais tristes, mais singelas…
Por isso venho aqui, alma querida e boa,
Para pedir qualquer migalha,
Em favor de quem chora…
.
Ama, ensina, trabalha,
Sofre, ajuda, perdoa…
Lá fora, um mundo novo nos espera
Por nossa fé sincera
Traduzida em serviço…
.
Olvida a própria dor…  Lembra-te disso:
Temos nós com Jesus a obrigação
De esquecer-nos e agir
Para que a paz do bem seja a paz do porvir.
Não te percas em lágrimas vazias.
Pensa na força que irradias
Pela fé que Jesus já te consente
Deixa as tribulações e os pesadelos
Que te fazem chorar,
.
Reflitamos no amor  sinceramente.
Anota as provações de tanta gente,
Sai de ti mesmo e vamos trabalhar!…

 

Escreva um comentário

 
 


 

“Orientação Essencial”

Veja o artigo de D. Vilella intitulado “Orientação Essencial” e reflita:

.

.

O conhecido autor espiritual André Luiz, no capítulo 18 da obra “Agenda Cristã”, faz a seguinte observação: “Não viva pedindo orientação espiritual, indefinidamente. Se você já possui duas semanas de conhecimento cristão, sabe, à saciedade, o que fazer”, o que é inteiramente verdadeiro de vez que os temas centrais da mensagem religiosa são simples e conexos, podendo ser facilmente compreendidos: paternidade divina, nossa natureza espiritual e a causalidade atuando também no campo moral. A esses pontos básicos a Doutrina Espírita acrescenta as noções de reencarnação e progresso, conhecidas, aliás, de algumas tradições religiosas antigas, dando, porém, ao conjunto, um tratamento próprio com emprego da observação e da razão. Com relação ainda à afirmativa de André, realmente, quem quer que vá a uma de nossas reuniões públicas ouvir a exposição de algum tema doutrinário certamente tomará contato com aquelas idéias, indispensáveis à abordagem de qualquer assunto sob o ponto de vista espírita.
Devemos ter em mente, por outro lado, que a alfabetização generalizada – sem esquecermos que o analfabetismo persiste ainda em extensas áreas – é fato historicamente recente, tendo sido o ensino dos grandes instrutores do passado, inclusive Jesus, apresentado quase que exclusivamente sob forma oral em suas primeiras fases, o que não impediu sua vivência e transmissão às gerações posteriores como o atesta a história das religiões. Surgindo desde logo sob forma impressa com a utilização do livro e do periódico, a Revelação Espírita beneficiou-se desses recursos, conseguindo manter notável unidade conceitual (em torno da obra de Kardec) e, progressivamente, a articulação de suas atividades e instituições, tudo isso sem adotar o modelo de organização tradicional, hierárquico e centralizado.
Diferentemente do que tem ocorrido no terreno religioso – onde se observa que os crentes, pouco a pouco, deixam de valorizar o conhecimento doutrinário, contentandose com a freqüência aos templos para a participação em cerimônias a ponto de esquecerem, muitos deles, a significação de práticas e datas de sua própria religião –, o Espiritismo insiste na divulgação de seus pontos essenciais por entender que o estudo e a reflexão acerca deles é extremamente útil para aprofundamento e incorporação dos mesmos ao patrimônio intelectual de cada seguidor, melhor instrumentando-o e fortalecendo-o para sua aplicação na vida diária, na qual, verdadeiramente, ocorre a prática religiosa.

É interessante lembrar, por fim, que, como hábil pedagogo, Kardec apresentou no item VI da Introdução de “O Livro dos Espíritos” preciosa síntese da Doutrina Espírita, com 33 parágrafos, a qual principia com a afirmativa de que “Deus é eterno, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom”. E conclui com a afirmação de “não haver faltas irremissíveis que a expiação não possa apagar.

Meio de consegui-lo encontra o homem nas diferentes existências que lhe permitem avançar, conformemente aos seus desejos e esforços, na senda do progresso, para a perfeição, que é o seu destino final”. Nessa relação figuram também itens sobre mundo espiritual, mediunidade, evolução… Preocupou-se, assim, o Codificador, desde o início, em fixar os pontos que seriam desdobrados depois nas 1.019 questões que compõem aquela obra.

.

.
“O Livro dos Espíritos” (Introdução, item VI).

 

Escreva um comentário

 
 


 

“Avaliações”

Assista a mensagem retirada do boletim Sei, intitulada “Avaliações”

.

.

O desconhecimento da realidade espiritual leva, naturalmente, a uma apreciação e um posicionamento equivocados ante os acontecimentos da vida material. Sem qualquer dúvida, enfermidade e carência, decepções e perdas afetivas causam sofrimento e devem, o quanto possível, ser evitadas ou combatidas. Sabemos, no entanto, que tais ocorrências correspondem, habitualmente, ao encerramento de um ciclo retificador que se inicia com o abandono voluntário da orientação indicada pelas Leis Divinas, adotando-se, em seu lugar, atitudes sugeridas pela ilusão e pelo egoísmo com prejuízos para nós próprios e para terceiros. Esta etapa se faz seguir de conflitos e desarmonia íntima além de vergonha e por vezes desespero, sucedidos, mais tarde, por um trabalho de recuperação que inclui a reparação dos danos causados e a exposição a situações análogas às que impusemos aos outros ou em que falimos, somente após o que a consciência se sente reabilitada e fortalecida a vontade para o prosseguimento do roteiro evolutivo. Existem, é certo, casos de exceção em que aquelas dificuldades são experimentadas não em decorrência de erros anteriormente cometidos mas como parte de missões de auxílio a indivíduos ou grupos, para preservação ou extensão do bem, sendo oportuno lembrar, como exemplo ilustrativo dessa situação, o caso de indivíduos que permaneceram anos em campos de concentração – que existiram sob diferentes regimes políticos ao longo do século XX – e que por seu equilíbrio, abnegação e perseverança no bem não estariam em débito para com a própria consciência mas em enobrecedora tarefa de socorro aos companheiros de infortúnio, amparando-os naquele transe extremo para evitar que o desespero e o caos se instalassem naquelas coletividades.

.

Ao focalizar o conceito de desgraça, convidaram-nos os benfeitores espirituais a ampliar nosso horizonte, asseverando que a desgraça real não está onde comumente a localizamos, ou seja, nas situações de pobreza extrema, doença irreversível ou mutilante ou padecimento moral atroz que, como vimos, assinalam o final do processo educativo, mas na alegria irresponsável ou na ilusão satisfeita, conseguidas ao preço do sofrimento alheio com a imposição de silêncio à própria consciência cuja voz, no entanto, se levantará mais tarde, acusadora, bloqueando ao infrator o acesso à paz íntima e exigindo-lhe dolorosas reparações. Um fato deve ser julgado, sobretudo, por suas conseqüências, devendo assim ser considerado bom todo aquele que, mesmo causando dissabores inicialmente, produz depois benefícios duradouros; e mau aquele cujas vantagens imediatas acarretam prolongados sofrimentos.

Foi por certo em função de nosso estágio evolutivo que – embora estando todos nós destinados à felicidade pelas Leis Divinas – Jesus afirmou no Sermão da Montanha: “Bem-aventurados os que choram” (Mateus, 5:4).

.

“O Evangelho segundo o Espiritismo”  (capítulo 5, item 24)

 

Escreva um comentário

 
 


 

“Consumo Responsável”

Veja a mensagem de D. Vilella intitulada “Consumo Responsável”
.

.
Embora a riqueza, ou seja, a concentração de recursos nas mãos de determinada pessoa (ou de algumas poucas pessoas), seja bem conhecida desde a Antiguidade, o consumo em escala maior, como ocorre hoje, é fenômeno moderno, associado à produção, diversificação e constante melhoria de bens e serviços observadas após as revoluções comercial e industrial que alteraram profundamente a economia mundial.
.
Todos sabemos que a pobreza e até a miséria atingem ainda extensas populações, numa situação vergonhosa e inaceitável em uma sociedade que se afirma conhecedora de valores e direitos humanos, que figuram, aliás, em documentos aceitos e firmados pela comunidade das nações (as Declarações de Direitos). Tal conjuntura é tão mais aberrante quando se sabe existirem já condições técnicas e recursos que, convenientemente direcionados, permitiriam reverter, em tempo relativamente curto, esse quadro, que somente se explica pela presença do egoísmo que ainda prepondera no relacionamento humano. O ainda na frase anterior provém do fato de constatar-se, já há algum tempo, o surgimento de movimentação em sentido contrário, que levou à criação de organismos internacionais e ao estabelecimento de metas (os Objetivos do Milênio) com vistas à mudança dessa situação dolorosa.
.
Mas… nas áreas já beneficiadas por condições materiais melhores outra manifestação existe, igualmente danosa, de egoísmo e imaturidade, que se caracteriza justamente pelo oposto da carência: a tendência a adquirir-se e acumular coisas não necessárias – o supérfluo – que, inutilmente, enche armários e onera orçamentos. Precisamos, então, de cuidado, da vigilância de que falou Jesus, pois a comunicação de massa nos envolve diariamente e incentiva ao consumismo, ao associar aquisição e posse com felicidade, o que todos sabemos não ser verdadeiro.
.
Não existe uma fórmula que permita estabelecer, com exatidão, o limite entre necessário e supérfluo, que exige, assim, constante aplicação do bom-senso. A propósito, contudo, um critério simples costuma ser lembrado: quando determinada peça de vestuário ou equipamento não são usados por nós durante dois ou mais anos, é provável que eles não sejam realmente necessários e mereçam destinação mais útil.
Futuramente, quando o bem predominar na Terra, o equilíbrio entre necessidade e suprimento se estabelecerá naturalmente, pois, se como lembrou Jesus, as Leis Divinas alimentam os pássaros, não situados ainda no patamar da razão, com mais propriedade cuidarão do homem, assegurando-lhe as condições também materiais para a felicidade e o progresso.
Até lá, que possamos encontrar na simplicidade e na fraternidade indicações seguras para sermos usuários responsáveis dos bens da vida.

“O Livro dos Espíritos” (questão 715).

 

Escreva um comentário

 
 


 

Um depoimento de Chico Xavier sobre a disposição para o trabalho.

Veja um caso do livro “Kardec Prossegue”, de Adelino Silveira (Editora Cultura Espírita União). É narrado um ensinamento profundo de Chico sobre a disposição para o trabalho.
.

.
Ouçamos a narrativa do Adelino:
.
- Quando estávamos fundando o Grupo Espírita da Paz, a generosidade de um coração amigo nos doou o terreno, o material e a mão de obra.
A única coisa que fiz foi dizer mais ou menos como gostaria que o Centro fosse: um pequeno salão, uma câmara de passes e uma pequena cozinha.
Mas nosso amigo, acostumado a grandes, foi aumentando. O salão teria sete por doze metros, uma sala para passes, um escritório, uma cozinha, outra sala mais e uma despensa.
Quando vi a planta, comecei a reclamar e a dizer que o Centro ia ficar muito grande e que não queria um Centro daquele tamanho. Disse-lhe que Allan Kardec havia recomendado que os Centros Espíritas deveriam ser muitos e pequenos, ao invés de grandes e poucos e que havia ouvido o Chico Xavier dizer que “em casa que muito cresce, o amor desaparece”.
.
Diante de minha impertinência, o generoso amigo disse:
- Então, vamos levar a planta ao Chico Xavier e o que ele disser faremos. Concorda?
- Não estou tão louco assim a ponto de discordar do Chico, respondi.
E lá fomos nós.
.
Após olhar demoradamente a planta, sob as explicações do bondoso amigo, o Chico considerou que o tamanho estava bom, fez mais algumas observações, depois se voltou para mim e disse:
- Sabe, Deco, o rei Gustavo, quando assumiu o trono da Suécia, lembrou-se de um amigo da infância que havia seguido a carreira religiosa. Mandou chamá-lo e disse-lhe que pretendia nomeá-lo pastor ou ministro religioso de Estocolmo. Mas o amigo não estava muito disposto a aceitar. O rei insistia e a resposta era sempre não. Depois de algum tempo, o rei disse: – Está bem, Fulano. Penso que não devo obrigá-lo, mas me diz, então, o que é que você quer? Que posso fazer por você?
O religioso respondeu:
- O senhor se lembra daquele local em que brincávamos na infância, onde havia um bosque e um pequeno riacho?
Ante a resposta afirmativa do Rei, o amigo continuou:
- Lá se desenvolveu uma pequena aldeia. O lugar é bonito e tranquilo e gostaria que o senhor me nomeasse pastor daquele local.
O Rei, então, lhe respondeu:
- Ah! Fulano, se eu pudesse, gostaria de ser o carteiro dessa aldeia.
O Chico terminou a história aí. Sem mais, nem menos. Então, cometi a bobagem de dizer:
- Chico, não entendi.
- Não? – disse-me ele. O religioso estava com muita preguiça. Não queria uma cidade grande, porque ia ser muito procurado, ia ter que atender muita gente e iria ter muito trabalho.
.
Senti tanta vergonha que minha vontade era sair dali correndo.
Na viagem de volta, disse ao meu amigo:
- Se quiser, pode fazer um Centro de dois ou três andares.

 

Escreva um comentário

 
 


 

“Conquista Íntima”

Assista ao vídeo em que Armando Falconi fala sobre a mensagem “Conquista Íntima”

.

 

Escreva um comentário

 
 


 

Musical sobre Chico Xavier

Chico Xavier – No céu da vibração, o musical.

Local:
Cine Theatro Brasil Vallourec
Avenida Amazonas, 315
Centro – Belo Horizonte – MG

www.compreingressos.com
compre pelo telefone

(31) 2626-1251

Valores
1º lote até o dia 13 de fevereiro
R$ 100,00 inteira
R$ 50,00 meia

2º lote a partir de 14 de fevereiro
R$ 150,00 inteira
R$ 75,00 meia

Compareça! Indique para os amigo!.

 

Escreva um comentário

 
 


 

“Quem são”

Veja o texto de D. Villela do livro “O Evangelho segundo o Espiritismo”
.

.
“QUEM SÃO?”
.
Ainda no início de seu ministério público, Jesus, certa ocasião, ensinava a numerosos ouvintes, que lotavam
o local onde se encontrava, quando foi avisado de que parentes seus, inclusive sua mãe, se achavam do lado de fora e desejavam falar-lhe. “Ele lhes respondeu: quem é minha mãe e quem são meus irmãos? E, perpassando o olhar pelos que estavam assentados em seu de redor, disse: – Eis aqui minha mãe e meus irmãos; pois todo aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Marcos, 3: 20, 21, 31 a 35). A passagem é bem conhecida, figurando também em Mateus (12: 46 a 50) e Lucas
(8: 19 a 21) e é interessante observarmos que os três evangelistas se fixaram no ponto essencial dessa ocorrência, qual seja, o cuidado de Jesus em não interromper o ensino da Boa Nova – que se destinava a renovar toda a vida na Terra – a um grupo que o ouvia atentamente, em função de visitas inesperadas de parentes ou amigos.
Não encontramos, assim, nos referidos textos, outros detalhes do episódio, por exemplo, qual a atitude dos familiares de Jesus, se teriam aguardado a conclusão dos ensinamentos para vê-lo ou se preferiram retornar a Nazaré, distante cerca de 30 quilômetros de Cafarnaum, onde o episódio aconteceu.
A crítica mal intencionada não deixou de explorar essa ocorrência, sugerindo que Jesus teria desconsiderado seus parentes, inclusive sua mãe, desrespeitando, ainda, o mandamento divino que determina: “Honrai pai e mãe”.
Todos sabemos existir situações em que uma pessoa não pode interromper o que está fazendo para atender a eventuais chamados de parentes, bastando lembrar, a propósito, o médico que realiza uma cirurgia, o magistrado que preside a um julgamento… E os exemplos poderiam ser multiplicados sem que choque a qualquer pessoa a impossibilidade de atendimento imediato a tais requisições. Por outro lado, o Mestre mostrou em outras ocasiões o respeito e o carinho que dedicava à sua mãe.
O Mestre, além disso, aproveita a oportunidade para ressaltar a diferença entre a simples consanguinidade, cujos laços, frágeis, não raro se extinguem juntamente com a vida material, e o parentesco espiritual,
fundado na afinidade e na afetividade e que verdadeiramente une aqueles que o vivenciam, possibilitando-lhes a continuidade da convivência na espiritualidade, bem como ao longo das sucessivas reencarnações.
.
“O Evangelho segundo o Espiritismo”
(capítulo 14, itens 5 a 7).

 

Escreva um comentário